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terça-feira, 12 de abril de 2011

AULA 1° ano J (13/04)

Olá, meninos!! A aula hoje será via internet!! Como já tinha avisado a vocês, há uma ativiaade que deverá ser feita por TODOS, no caderno. PERGUNTAS E RESPOSTAS. A atividade contará como frequência. Coloquem NOME, DATA, TURMA E TURNO. Entreguem a atividade à líder de sala e ela entregará ao PCA. Além disso, ela ficará responsável pelo bom andamento da aula.

Tenham um boa dia e uma boa atividade!! (A gente se encontra na quinta-feira, aula de Literatura. LEVEM O LIVRO!!!)

O HOMEM TROCADO

O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.

- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.

- Eu estava com medo desta operação...

- Por quê? Não havia risco nenhum.

- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos... E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

- E o meu nome? Outro engano.

- Seu nome não é Lírio?

- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...

Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.

- O senhor não faz chamadas interurbanas?

- Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

- Por quê?

- Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

- O senhor está desenganado.

Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

- Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

- Apendicite? - perguntou, hesitante.

- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?

LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO


QUESTÕES SOBRE O TEXTO

1. Em que local o personagem se encontra?

2. Qual o motivo de o personagem está com medo da operação?

3. Cite três enganos que ocorreram na vida do personagem.

4. Na frase “Se enganaram no cartório e...”, as reticências (três pontinhos no fim da frase!) servem para que?

5. Se a frase da questão anterior fosse completa, qual, provavelmente, seria o final?

6. Qual o motivo de ele está louco de alegria ao ouvir o médico dizer que ele estava desenganado?

7. Qual o motivo que fez a enfermeira parar de rir instantaneamente?

8. O que descobrimos ao final da história?

9. Cite 3 características que comprovem o texto como sendo narrativo.

10. Retire palavras do texto que tenham:

a) 3 dígrafos

b) 5 encontros consonantais

c) 5 ditongos decrescentes

11. A palavra “interurbanas” possui quantas letras? E quantos fonemas?

12. Na palavra da questão anterior, destaque o dígrafo e classifique-o.

13. Nas palavras abaixo, indique a quantidade de letras e fonemas.

a) enganos

b) Lauro

c) cifras

d) senhor

e) confundira

f) telefone

g) também

h) apêndice

i) nascimento

14. Separe as sílabas das palavras abaixo:

a) universidade

b) passado

c) berçário

d) enfermeira

e) nenhum

15. Na palavra SEXO, encontre o número de letras e fonemas. Explique a diferença entre a quantidade de letras e fonemas nessa palavra.

AULA 2° ano G (13/04)

Olá, meninos!! hoje, como já havia conversado com vocês, a aula será via Blog. Preparei uma atividade com textos, questões sobre o texto e gramática. Vocês farão a atividade no caderno, PERGUNTAS E RESPOSTAS (não precia copiar o texto, claro!! rsrsrs). A atividade valerá a frequência do dia. Entreguem-na ao líder de sala e ele se responsabiliza por entregar ao PCA que estiver no dia. Coloquem NOME COMPLETO, DATA, TURMA.

Boa leitura e boa atividade!!

A VELHA CONTRABANDISTA

Stanislaw Ponte Preta

Diz que era uma velha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega a mandou parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim para ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no dentista, e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou que a velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha vovozinha, eu sou fiscal da Alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não vou dar parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não “espaia”? – quis saber a velhinha.

- Juro – respondeu o fiscal.

- É lambreta.

QUESTÕES SOBRE O TEXTO

1. Quais as características que fazem com que esse texto seja uma narrativa?

2. Qual o objetivo do narrador ao contar o fato para os leitores?

3. Quem são os personagens da história?

4. A expressão “tudo malandro velho” tem que significado, no texto?

5. Na expressão: “Com um bruto saco atrás da lambreta”, a palavra destacada significa:

a) estúpido b) grande c) mal educado

6. A palavra vovozinha pertence a que classe gramatical?

7. A palavra da questão anterior está flexionada em que grau? Analítico ou sintético?

8. A partir do texto, procure descobrir qual a função da Alfândega.

9. Como o fiscal reagiu ao saber que realmente só tinha areia no saco? Por qual motivo ele se sentiu assim?

10. O que é “muamba”? Por que esse tipo de carregamento não é permitido?

11. A expressão “uai!” indica que tipo de reação da velhinha:

a) preocupação

b) espanto

c) indignação

12. A frase “Manjo essa coisa de contrabando pra burro”, dita pelo fiscal, não está na linguagem formal, pois apresenta gírias. Reescreva a frase, transformado-a para o padrão culto da língua.

13. Como seria a escrita correta da palavra “espaia”? Por qual motivo a velhinha fala dessa forma?

14. Retira do texto o que se pede:

a) 2 SUBSTANTIVOS comuns.

b) 2 SUBSTANTIVOS derivados.

c) 1 SUBSTANTIVO próprio.

14. O final do texto é surpreendente? Por quê?
15. Se você fosse o fiscal, teria percebido qual o contrabando? De que forma?


Até logo!! Encontro vocês na sexta-feira. LEVEM O LIVRO!!


domingo, 3 de abril de 2011

Para gostar de ler!

O "Para gostar de ler!" hoje traz um poeta ainda pouco conhecido pelos jovens de nossa escola! Trazemos para o Língua Portuguesa PB, com exclusividade, os poemas do professor Alberto! Isso mesmo, temos um professor-poeta!!
Vamos conhecer um pouquinho a obra dele?

A JUVENTUDE ESTÁ AÍ, MAS CADÊ O JOVEM?!

Raimundo Alberto

Onde está o jovem que iria mudar o futuro do país

E tornar o mundo mais feliz?

Aquele que se indignava com as injustiças

E tinha sempre as palavras e atitudes precisas

Para mostrar como tudo devia ser feito?

Cadê o jovem que cumpria seu dever e exigia seu direito?

Cadê o jovem que ficava perplexo

Quando não conseguia entender bem o complexo?!

Cadê o jovem que valorizava os princípios éticos e morais?!

Cadê o jovem que sabia do que era capaz?

Cadê o jovem que diferenciava o inútil do importante?

Cadê o jovem que era estudante?

Hoje a maioria dos jovens modernos

Jogaram fora os livros, o lápis e os cadernos.

Hoje o jovem não luta mais pela liberdade

Porque viver na libertinagem

Dá-lhe a falsa imagem

Que a liberdade é bem enfática em sua realidade!

O mundo convive com um grave problema:

O jovem hoje em dia

Acha que basta ter rebeldia

Para abominar as desigualdades do sistema.

A criança diz o que quer ser quando crescer...

E você, jovem, não sabe nem bem o que é.

Será que no futuro você ainda tem fé?!

O jovem tem atitudes infantis, mas não tem nada de criança.

Hoje só vive com uma falsa esperança

Que a mídia lhe joga:

A felicidade é o consumismo, a farra, o sexo e a droga!

Com todos esses problemas tão críticos

Querem lhes mostrar que a solução cabe aos bons políticos!

Ah! Enganam o jovem como se ele fosse um bebê!

E ele nem consegue perceber!

Não deixem a fase mais rica e bela da vida

Passar tão improdutiva e despercebida

Querem esconder a força da juventude

Porque é ela que pode fazer com que isso mude!

Saia da acomodação, assuma sua responsabilidade.

Cabe a TODOS mudar essa realidade!


Quem quiser se inspirar no professor Alberto e também produzir algo para ser apresentado aqui no blog, fique à vontade. É só entrar em contato com os professores de Língua Portuguesa que dizemos como.

Abraços e até a próxima!!