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quinta-feira, 31 de março de 2011

Cantiga da Ribeirinha


O texto que você vai ler chama-se Cantiga da Ribeirinha, ou da Guarvaia. É de autoria de Paio Soares de Taveirós. Essa cantiga é o primeiro texto literário em galego-português de que se tem notícia.

A cantiga foi composta provavelmente em 1198 e recebeu esse nome por ter sido dedicada a D. Maria Pais Ribeira, concubina de Sancho I de Portugal, apelidada de "Ribeirinha".

Segue, abaixo, o poema que serve como modelo das cantigas de amor do Trovadorismo (possui o eu-lírico masculino), pois fala de um amor platônico do poeta, plebeu, por uma mulher nobre e inacessível.

No mundo non me sei parelha,

mentre me for' como me vai,

ca ja moiro por vós - e ai!

mia senhor branca e vermelha,

Queredes que vos retraia

quando vos eu vi em saia!

Mao dia me levantei,

que vos enton non vi fea!

E, mia senhor, des aquel di', ai!

me foi a mi muin mal,

e vós, filha de don Paai

Moniz, e ben vos semelha

d'haver eu por vós guarvaia,

pois eu, mia senhor, d'alfaia

Nunca de vós ouve nem ei

valía d'ũa correa.

Veja agora essa mesma cantiga em Português atual:

No mundo ninguém se assemelha a mim (parelha: semelhante)
enquanto a vida continuar como vai,
porque morro por vós, e ai
minha senhora de pele alva e faces rosadas,
quereis que vos descreva (retrate)
quando vos eu vi sem manto (saia: roupa íntima)
Maldito dia! me levantei
que não vos vi feia (ou seja, a viu mais bela)

E, mia senhora, desde aquele dia, ai!
tudo me foi muito mal
e vós, filha de don Pai
Moniz, e bem vos parece
de ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupa luxuosa)
pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova de amor)
de vós nunca recebi
algo, mesmo que sem valor. (correa: coisa sem valor)

Observação: a guarvaia era um manto luxuoso, provavelmente de cor vermelha, usado pela nobreza.



Trovadorismo em imagens!

Olá, menino(a)s!!
O que vocês irão ver abaixo são imagens de um período de época chamado Era Medieval. Dentro desa era temos uma escola literárias chamada TROVADORISMO.
As imagens são uma mostra das características dessa época, como a vassalagem amorosa, o coito do amor, a cantigas de amor e de amigo... Enfim, em imagens você entenderá um pouco de como era o Trovadorismo.Em cima, a Lira (acompanhava as cantigas)
Acima, Vassalagem AmorosaCancioneiros (em cima)

Trovador

quarta-feira, 30 de março de 2011

O triste fim de Policarpo Quaresma - livro trailer

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O Major Policarpo apresenta-se! Veja e se apaixone pelo brasileiro mais quixotesco que alguém pode imaginar!

Coisas de cearenses...

Oi, turminha

Esperamos que vocês se divirtam tanto quanto nós ao ler esta denúncia...rs!

PLANO DE AÇÃO…

Todo mundo sabe que os cearenses estão por toda parte. Em geral, o cearense é aquele sujeito baixinho que é o guardador de carro em São Paulo, o chefe de um restaurante na Madison em Nova York, o designer que bolou o logo da Eurocopa em Portugal, ou mesmo um borracheiro no interior da China.

O que pouca gente sabe é que, na verdade, isso é uma bem arquitetada jogada que visa a plantar gente nossa em postos-chave da administração mundial. Quando estivermos prontos, será deflagrada a grande tomada de poder e meu conselho é que você fique imediatamente amigo ou amante de um cearense, pois sabe como é: pros amigos tudo, para os inimigos, a lei!

Tomaremos o poder a partir de uma senha pré-estabelecida, que só um cearense saberá o significado oculto. Aos berros de “Queima
Raparigal!” as hostes de cabeças-chatas invadirão os parlamentos e palácios, além de todos os jornais e redes de TV do mundo livre.
Ninguém desconfiaria que Francisco das Chagas, humilde faxineiro da CNN (futura afiliada da TV Diário), na verdade, é um professor do ITA que rapidamente conectará a rede de Atlanta para nossos propósitos.

Invadiremos e tomaremos o Estado de Pernambuco, vamos dinamitar a nossa refinaria que eles roubaram e vamos construir outra lá no Pecém; também vamos extinguir os times Náutico, Santa Cruz e Sport Recife.

Elegeremos um papa cearense, Raimundo I, que canonizará Padre Cícero e determinará que, daí por ,diante, em todas as igrejas católicas a hóstia seja feita com macaxeira, farinha, rapadura, alternadamente ou os três ingredientes juntos.

O vinho será uma cachacinha de primeira misturada com “Q-SUCO” de uva. Essa simples bula papal fará com que a economia do Ceará dê um salto. O único problema é achar uma mitra que caiba na cabeça chata do papa, mas nós cearenses sabemos improvisar: Raimundo I usará uma fronha de travesseiro enquanto se encomenda outra.

Nas artes plásticas, as garrafinhas com areia colorida, os quadros de Xico da Silva e as esculturas de Zé Pinto irão ocupar alas e alas do Louvre. Para arranjar espaço, todas aquelas velharias do Turner vão para o museu de Aracati.

A Monalisa fica, pois na avaliação de Serotônio Macêdo, novo curador do museu, ela é uma “cabôca danada de aprumada”.

O novo Secretário Geral da ONU será Seu Lunga, que resolverá o conflito Israel/Palestina doando vastas extensões do sertão cearense
pros brigões. A ata de doação será concisa e formal.

Nas suas palavras: “Magote de fio d’uma égua, bando de mulambeiros, a terra é seca do mesmo jeito e o mar é da mesma cor. Deixem de botar boneco que vocês nem vão notar a diferença e o Ceará ainda é maior que aquela tripinha de Gaza”.

A famigerada música cearense tomará o mundo. Numa revanche histórica, as aberturas das novelas globais terão como trilha sonora os seguintes temas: novela das 06h, Belchior, das 07h, Raimundo Fagner, das 08h, Aviões do Forró. Vamos aperfeiçoar o Oscar. Bolaremos uma categoria que premiará o melhor filme de cangaço, melhor cena de amor numa jangada e melhor mocotó.

O cruzamento mais famoso do Brasil não mais será “Ipiranga com Av. São João” e sim Barão do Rio Branco com Liberato Barroso.

O jornal do 10 será transmitido para todo o mundo com a seguinte noticia: * O rodeio será substituído pela vaquejada; Coca-cola pela
água de côco; Garota de Ipanema por Garota da Barra do Ceará; Praia de Copacabana por Praia do Futuro; Fla x Flu por Ceará e Fortaleza, Real Madrid por Ferroviário; Central Park por Parque do Cocó; As torres gêmeas, que já foram destruídas mesmo, por Palácio do Progresso; As melhores faculdades européias pelo Liceu do Ceará; Demitiremos Gugu Liberato e Faustão e colocaremos em seus lugares João Inácio Jr e Ênio Carlos; Roberto Carlos por Babau do Pandeiro; Funk por Xaxado; Disneylândia por Beach Park; Av. Paulista por Bezerra de Menezes; Canecão por Siará Hall (na Washington Soares é show); Escolas de samba por quadrilhas juninas; Chiclete com banana por Mastruz com Leite.

Colocaremos alguns cearenses nas presidências dos principais países como: França: Cid Gomes;

Cuba: Inácio Arruda;

Argentina: Débora Soft (eu quero mais é que a Argentina se exploda).

A primeira ministra da Inglaterra será Patrícia Gomes. E o presidente dos EUA será Eunício Oliveira.

A capital do Brasil será Fortaleza. A capital do mundo ainda será Nova York, mas a gente vai rebatizá-la de Nova Quixeramobim e vamos trocar aquela estátua cafona por uma enorme estátua da Índia de Iracema. Yeah!

Não vejo como o plano possa falhar, pois cada vez mais nossos agentes se espalham pelo Brasil e pelo mundo todo.

Só nos resta esperar, de preferência no fundo de uma rede, enquanto as engrenagens giram por si. Adeus e até a vitória!

Como sou modesto, quero para mim apenas um título de nobreza e umas terras anexas, de preferência o município de Caucaia que é vizinho da capital e tem belas praias.

Saudações cearenses!!! E que nosso Padim Pade Ciço teje com todos nós!!!!!

(Autor desconhecido) mas deve ser cearense, né?!

Senhora - José de Alencar

Como é lindo o amor, não é? O vídeo a que você vai assistir agora é baseado no romance de José de Alencar, nosso grande escritor da época do Romantismo.
Observe quais são as atitudes dos personagens, as roupas de época, o espaço, o momento histórico... Enfim, você vai se deliciar com essa história!!


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terça-feira, 29 de março de 2011

Alvares de Azevedo - o poeta rock N' roll

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Você acha que a Literatura e a música não tem nada em comum? Acha que Romantismo e rock não tem nada a ver? Se enganou, companheiro!! Assista...

domingo, 27 de março de 2011

Vamos ao teatro?

Alguém aí conhece Elizabeth Cardoso??

Não? Pois então chegou a hora! A atriz Zezé Motta estará no Teatro Celina Queiroz com o espetáculo Zezé A Divina.
Ela interpretará a cantora Elizabeth Cardoso, símbolo da bossa nova, com o samba-canção ( surgido na década de 1930). A Divina, como era conhecida Elizabeth, foi reverenciada pela sociedade carioca e pela crítica da época.
A atriz (e também cantora) Zezé Motta pretente, com esse papel, homenagear A Divina e todas as grandes divas negras do jazz nas quais ela se inspirou!!

Então, vamos conferir?

Veja a programação:
Zezé A Divina
Dias: 1º, 2 e 3 de abril de 2011
Sessões: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Informações: 3477-3033 / 3477-3175

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ainda uma vez, adeus (Gonçalves Dias)



Gonçalves Dias, escritor da época Romântica, poeta da primeira geração. Foi o primeiro grande poeta tipicamente brasileiro. Destacou-se na poesia lírico-amorosa, indianista e nacionalista.

Os trechos do poema que você vai ler pertence às mais belas páginas líricas escritas pelo autor. Foi inspirado na adolescente Ana Amélia, moça por qual se apaixonou e, apesar de ser corespondido, os pais dela não admitiram tal união.

Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés. (...)

XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!
XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.